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Dicas

O que é sexualidade e por que não aprendemos sobre ela?

Publicado em 14.08.2026 |
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O que é sexualidade e por que não aprendemos sobre ela?

Muito além do ato físico, a sexualidade é uma força viva que atravessa todas as fases da nossa vida. O conhecimento sobre a sexualidade foi historicamente negado ou distorcido, tornando-se uma ferramenta poderosa de controle social.
Quando falamos em sexualidade perguntando para as pessoas o que é sexualidade, elas logo respondem que sexualidade é sexo ou tudo o que envolve sexo, mas não é bem assim. A sexualidade, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) é a energia que nos motiva encontrar o amor, a forma como nos tocamos e somos tocados, ela se expressa na forma do sentir, no contato e intimidade com nós mesmos e com o outro. Ela também influência nossos pensamentos, sentimentos, nossas ações no dia a dia e portanto nossa saúde física e mental.


Podemos afirmar que a sexualidade é um conceito guarda chuvas, abrigando diversos outros conceitos interdependentes como: identidade de gênero, orientação sexual e afetiva, expressão de gênero e saúde sexual, comportamentos e práticas sexuais, afeto, relacionamentos e intimidade, valores e dimensão sociocultural.
Aprendemos a sexualidade de uma forma muito superficial e negativa através do medo e culpa, tornando-se uma ferramenta de controle social. Pessoas que sentem culpa constante por seus desejos ou dúvidas tendem a ser mais fáceis de manipular e julgar, pois estão sempre tentando se adequar a um padrão imposto de moralidade.

Ao analisar a relação entre o corpo e o poder, o filósofo Michael Foucault demonstrou que a repressão não serve apenas para proibir, mas para controlar. Segundo o autor, a sexualidade tornou-se uma ferramenta de vigilância interna: ao ser tratada como um tabu ou um “erro” a ser corrigido, ela faz com que o indivíduo passe a vigiar a si mesmo o tempo todo. Essa busca incessante por se enquadrar em uma moral rígida enfraquece a autonomia, deixando a pessoa mais vulnerável à aprovação e a manipulação externa.


Os tabus surgem com uma forma de repressão sobre a autonomia do próprio corpo, minimizando o questionamento de regras e ampliando o controle sobre toda uma sociedade.
Quando uma pessoa não entende ou delega o entendimento sobre o seu próprio corpo, ela fica dependente de uma outra pessoa e de um sistema que diga a ela o que ela pode ou não pode fazer.
Portanto, o conhecimento sobre a sexualidade é um poder emancipador que direciona e autonomiza as pessoas colaborando na prevenção de abusos e violências sabendo os seus limites do corpo, autonomia e decisão conhecendo sobre seu corpo, saúde mental e autoestima entendendo sobre as variações corporais e sobre os seus desejos, e ainda relações mais saudáveis com empatia, afeto, comunicação e respeito.

Escrito por: Kelly Moretto

Sexóloga, Palestrante e Especialista em Bem Estar Íntimo.

Criadora do Perfil Sexóloga Diva, dedicado a levar educação sexual e autoconhecimento. 

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